A exemplo do texto acima, esta matéria também foi publicada no jornal Diário do Rio Doce, em Governador Valadares, no ano de 2008 e foi postada apenas como composição de um portifólio.
De acordo com dados apresentados na última reunião do sistema de Integração e Gestão de Segurança Pública (Igesp), em dezembro do ano passado, mais da metade (52%) dos envolvidos presos foram liberados mediante alvará de soltura. De acordo com o delegado Vinícius da Silva, cerca de 1.700 inquéritos de crimes contra a vida estão em andamento na delegacia. "A grande maioria deles é um passivo herdado da época em que não havia agentes suficientes para investigar, pois eram apenas um delegado e dois agentes. Além disso, não existia o GIIE", afirmou.
Em Valadares a resolução de inquéritos é considerada rápida em comparação com outros estados, onde se leva mais tempo para resolver um caso de homicídio. Segundo o delegado Silva, o fechamento de um inquérito tem ocorrido dentro de 45 dias. "O prazo legal é de trinta dias para casos em que o suspeito ainda não foi preso, mas isso é difícil, pois as investigações de um homicídio, principalmente quando o suspeito está solto, são complexas", disse.
Perfil/vítimas
A Polícia Civil começou a fazer um estudo sobre o perfil das vítimas. O trabalho, segundo o inspetor Hélio Cássio, tem como objetivo identificar se a vítima tinha envolvimento em crimes contra o patrimônio ou no uso ou tráfico de drogas. "No estudo feito, as pessoas entre 18 e 24 anos são as principais vítimas, e é dessa faixa etária a maioria das mortes".
A pesquisa foi realizada entre outubro de 2007 e novembro de 2008. O resultado mostrou que das 117 vítimas pesquisadas 44,44% (52) tinham antecedentes criminais e 29% não tinham antecedentes. Outro dado levantado na pesquisa é referente ao período do mês em que os crimes são cometidos: 75% deles aconteceram entre os dias 6 e 20 de cada mês. "Eu tinha muita informação referentes aos crimes e resolvi fazer a pesquisa para ajudar nos trabalhos de investigação e resolução dos crimes", afirmou Hélio Cássio, ressaltando que os dados estatísticos estão à disposição dos órgãos de segurança pública. (W.M.)
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