Um ponto a ser explorado pelos aficionados da natureza no Vale do Rio Doce é a reserva dos Macacos, em Central de Minas



Edson Luduvino de Oliveira, dono da propriedade, chama os animais com um grito: “Ó, chico!”, e em poucos minutos, vindos de várias partes da floresta, os macacos se amontoam nas árvores aguardando que ele os alimente com porções de bananas e angu
Por WELLINGTON MALINI
Entre os vários destinos turísticos na região do Vale do Rio Doce, a reserva dos Macacos, no município de Central de Minas, a 95 quilômetros de Valadares, é um ponto a ser explorado pelos aficionados da natureza. Com 184 hectares, a Fazenda Floresta, na altura do quilômetro 42 da BR-381, é o hábitat de aproximadamente 300 macacos-prego, que, segundo Edson Luduvino de Oliveira, dono da propriedade, são os mais inteligentes entre os símios catalogados nas Américas.
A afirmação pode ser constatada numa visita à fazenda, reserva particular do patrimônio natural (RPPN) criada em 1997, pela portaria nº 33/96, sendo uma das duas do Vale do Rio Doce. "Fomos uma das dez primeiras criadas", afirma Luduvino, citando a segunda reserva da região: o Instituto Terra, do fotógrafo Sebastião Salgado, em Aimorés.
O local é hábitat de outras espécies de macacos, como o mico-dourado, o mico-estrela e o bugio, famoso por seu grito e que está entre os maiores primatas neotropicais, com comprimento de 30 a 75 centímetros. Uma outra espécie que habita a reserva, segundo Luduvino, e que chama bastante a atenção, é a jaguatirica, um felino que se assemelha à famosa onça do Pantanal.
A equipe do DIÁRIO DO RIO DOCE visitou a reserva, e no início da tarde, horário pouco típico para alimentar os primatas, foi presenteada com imagens interessantes de um grupo de pouco mais de 25 macacos-prego. De acordo com Edson Luduvino, os bandos são numerosos e cada grupo vai de 60 a 70 animais.
O curioso é a proximidade entre os macacos e o proprietário da reserva, que os chama com um grito: "Ó, chico!" Em poucos minutos, vindos de várias partes da floresta, os macacos-prego se amontoam nas árvores, aguardando que Luduvino os alimente com porções de bananas e angu, que ele carrega em baldes.
Muito ativos e brincalhões, os macacos-prego são os únicos primatas neotropicais que frequentemente utilizam ferramentas em ambiente natural. Segundo a enciclopédia virtual Wikipédia, as mais comuns são pedras, utilizadas para quebrar frutos encapsulados (cocos). Também utilizam varetas para capturar larvas de insetos e mel de ocos de árvores e pedras para cavar o solo em busca de raízes comestíveis.
Proximidade
Acostumados com a presença de visitantes, os macacos se aproximam das pessoas e chegam a subir nos ombros delas para pegar a comida servida. Os macacos-prego são esperto e muito rápidos, e no momento em que eram alimentados por Luduvino, após uma distração do tratador, um deles "roubou" o balde onde estava o angu e o carregou para o alto da árvore.
Visitação
O local é aberto à visitação de segunda a domingo, e uma das visitas mais ilustres foi a do roqueiro Raul Seixas, em 1986, após uma série de shows no Espírito Santo. De passagem pela região, o cantor almoçou no restaurante da reserva, onde é servido um saboroso frango com quiabo, torresmo e polenta, preparados em fogão a lenha. O telefone é o (33) 3243-2122.

O que você tem feito com o seu tempo?
ResponderExcluirTempo... ele é o senhor de tudo. Ele, tudo resolve, tudo cura, tudo passa. “Dar um tempo”, significa parar. Mas seria possível parar o tempo? O que faríamos se tivéssemos mais tempo? Para muitos, a expressão “daria tudo para ficar um minuto a mais com você”, nunca teve tanto significado. Em muitos esportes, uma jornada inteira de preparação se perde em milésimos de segundo. O nadador, o corredor, o piloto, muitos mudariam o curso de sua história com milésimos de segundos a mais. Para aquele que enfrenta uma longa jornada diária, dez minutos a mais na cama são valiosíssimos.
E se pudéssemos, de fato, parar o tempo? daríamos um novo significado à expressão “ele parou no tempo”? Nosso vocabulário é repleto de expressões para significá-lo. No dicionário ele tem espaço vasto que o define: é a duração das coisas; determinado período entre os acontecimentos; é o período de uma vida; expressa a condição meteorológica e dita também o período que temos para a realização de alguma coisa.
Em linguagem, o tempo verbal muda todo o sentido e dizem que o tempo em ciência é relativo. Teoricamente, tempo, espaço e matéria guardam íntima relação. Ao formular a teoria da relatividade, Einstein usou o tempo como base para seu estudo e definiu que ele é relativo. Para nós, ele é compreendido em presente, passado e futuro. E podemos até concordar com Einstein, já que tempo depende do ponto de vista e se torna subjetivo. Em uma situação adversa, ele pode ser longo, já em uma situação prazerosa, passa muito rápido.
Para Aristóteles, o presente é impreciso, o passado já foi e o futuro é incerto. No jogo da vida, é preciso “ganhar tempo”, aproveitá-lo ao máximo, mas muitos postergam, procrastinam, matam o tempo que tem. E ele não volta mais. Não podemos voltar para refazer as coisas, mas podemos, a partir de agora, mudar o curso dos acontecimentos e escrever um novo tempo em nossas vidas. E você, o que tem feito com o seu tempo?